MOSTRA DE CINEMA AMADOR: No domingo, o público conheceu o resultado das oficinas

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Tela mostra cena de "Do not fuck my life"

No último domingo, dia 04, o coletivo de comunicação Periferia em Movimento realizou no Paço Cultural Julio Guerra, em Santo Amaro, a primeira MoCA – Mostra de Cinema Amador.

A MoCA é o resultado das Oficinas de Cinema Amador realizadas pelo coletivo entre junho e novembro nos distritos do Grajaú e do Campo Limpo, zona Sul de São Paulo.  Sem intenção de formar cineastas profissionais, as oficinas oferecem novas possibilidades aos jovens dessas regiões. Muitos deles tiveram seu primeiro contato com o audiovisual enquanto outros aperfeiçoaram seu conhecimento.

Mesmo com a última rodada do Campeonato Brasileiro, que definiu o campeão do futebol nacional em 2011, a MoCA reuniu mais de 50 pessoas presentes que compareceram para assistir aos sete curtas metragens, sendo seis documentários e um de ficção, sobre os mais diversos temas.

Foram exibidas a produção de Adriano Sousa, do jardim São Luiz, que aborda a questão da homossexualidade na periferia em“Economicamente Gay”; do músico Ortiz Fassano, do Pq. Residencial Cocaia, que fala da vida de artista da quebrada em “O espetáculo por detrás das cortinas”; “Do not fuck my life”, de João Victor Cardoso Fuda, de 14 anos, também do São Luiz, que produz vídeos ao estilo “Jackass” para o Youtube e resolveu falar sobre o próprio trabalho em um documentário.

Em “Valo Velho Direto”, de Levi de Souza (Capão Redondo) e Vanessa Silva Lima (Pq. Arariba), abordaram o fim de uma linha de ônibus que ligava o bairro do Valo Velho ao terminal Bandeira e foi extinta. As viagens eram tão extensas que alguns passageiros criaram um grupo de samba que existe até hoje, entre outros episódios.
 
Em “Plano e Processo. Próximo!”, Deni Chagas (Grajaú) fala das próprias dificuldades em produzir um curta; e Wellinton Carvalho, do Capão, fala da luta de quem faz teatro na periferia em seu “Artes Cênicas.Única ficção, “Um sonho, mendigo” conta a história de um jovem sonhador que sai do Nordeste para construir sua vida em São Paulo. A história foi produzida por Diego Gonçalves, Igor Araújo e Fabio Paulo Rosa, da Vila Santa Catarina.
 
Além dos curtas, a MoCA também apresentou um show especial do rapper Terra Preta, que já gravou com ícones como Mano Brown, Criolo e Emicida, além de vencer uma edição do programa “Astros” (SBT) e participar do “Som Brasil” e “Central da Periferia” (TV Globo). O rapper cantará músicas de seu repertório, como “Crises”, que o elevou ao topo dos assuntos mais comentados no twitter brasileiro em janeiro de 2011.
 
A MoCA e as oficinas aconteceram graças ao subsídio concedido pela Prefeitura de São Paulo por meio do programa VAI, da Secretaria Municipal de Cultura.
 
Nos próximos dias, colocaremos os curtas produzidos pelos jovens que participaram da OCA. Aguardem!
Comments
One Response to “MOSTRA DE CINEMA AMADOR: No domingo, o público conheceu o resultado das oficinas”
  1. Bom dia! Não consegui comparecer a este evento que com certeza foi muito Bom!Acompanho o trabalho do Periferia em Movimento e credito em sua importância, contribuindo para uma sociedade melhor.Parabéns Pessoal!

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