Feeds:
Posts
Comentários

Sim, é possível. E tem várias interpretações, como se pode perceber na enquete aberta que criamos (nesta página, na parte superior, com o título ‘o que é paz pra você?’). Cada um tem uma opinião, uma concepção diferente do que é paz. Na história da humanidade esse conceito também foi alterado.

Até o século XVIII, acreditava-se que a paz somente seria alcançada após a morte, na vida eterna, enquanto as guerras eram aceitas naturalmente. Foi o filósofo  Immanuel Kant que trouxe isso pro campo da moral. Ele não coloca a paz não como uma ação bondosa e, sim, como direito jurídico. Por acreditar que o estado natural da humanidade era o de guerra, Kant pensava que a paz deveria ser instaurada por um estado jurídico.

Outro autor, Galtung, diz que há dois tipos de paz – a negativa, ou simplesmente a inexistência da guerra e violência física; e a positiva, que pressupõe não só a inexistência de conflitos como também a cooperação entre nações com o propósito de integrar a sociedade humana.

Essa paz seria a ausência da violência estrutural, tratada anteriormente, e somente poderia ser instaurada com uma mudança social para avançar em companhia a promoção de justiça social e desenvolvimento político-econômico das nações subdesenvolvidas – como o Brasil.

De acordo com a definição da UNESCO, a cultura de paz é baseada em valores e compromissos com: o respeito a todos os direitos individuais e humanos; a promoção e vivência do respeito à vida e à dignidade de cada pessoa sem discriminação ou preconceito; a rejeição a qualquer forma de violência; o respeito à liberdade de expressão e à diversidade cultural por meio do diálogo e da compreensão e do exercício do pluralismo; a prática do consumo responsável respeitando-se todas as formas de vida do planeta; a tolerância e a solidariedade; e o empenho na prevenção de conflitos resolvendo-os em suas fontes (que englobam novas ameaças não-militares para a paz e para a segurança como exclusão, pobreza extrema e degradação ambiental).

Assim comos os velhinhos com mais de 60 anos são os mais vulneráveis a doenças como gripe, por exemplo, também existe um grupo que deveria ter mais atenção quando o assunto é violência. No post anterior, falamos do assunto como uma doença mental, já que é o auge da agressividade inerente a qualquer ser humano. Agora, vamos falar quem são os “enfermos” dessa patologia.

Outro autor que a gente cita, Soares (2003), diz que a violência é mais que um conceito científico. É uma categoria cultural, uma problemática social imprecisa que é influenciada por diversos fatores. Ele considera o tipo de violência mais grave e, portanto, mais preocupante, a violência criminal letal, ou seja, que gera vítimas fatais. Mas para ele “há um protagonista nessa história” que considera a “vítima prioritária desse processo devastador”.

Essa vítima predileta é o jovem de 15 a 24 anos, “frequentemente pobre, geralmente negro”, que mora nas periferias, nas favelas das cidades brasileiras. Sem acesso ideal à educação, à oportunidade profissional e ao convívio igualitário com as demais classes, torna-se vulnerável às “oportunidades” dadas pelo crime. É ele quem “tem pagado com a vida o preço dessa nossa insanidade coletiva, que chamamos de insegurança”.

O sociólogo defende que existem “matrizes da criminalidade” que agem como “usinas da criminalidade letal”. As três principais são:

  • A morte provocada pela figura do assassino de aluguel, tradicional em algumas regiões do País;
  • O crime efetuado em conflitos interativos, comuns em discussões banais e corriqueiras que, se com acesso a uma arma de fogo torna-se uma tragédia;
  • A criminalidade do tráfico de armas e de drogas. “As drogas financiam as armas e as armas intensificam as práticas criminosas”.

No próximo post, chega de falar sobre violência. Vamos falar sobre paz, uma possibilidade real.

Quem não se lembra das manchetes nos jornais que falavam dos homicídios no Jardim Ângela, das chacinas no Capão Redondo e dos enterros aos montes no cemitério do Jardim São Luiz? São os três distritos paulistanos que formam o que ficou conhecido como o “triângulo da morte”. Ou ainda quem é capaz de dissociar os nomes Heliópolis e Paraisópolis das frases que geralmente se seguem depois, como “é pra lá que os bandidos fugiram após tal assalto…”.

Falar de periferia sem falar de violência no Brasil infelizmente é quase impossível. Os dois assuntos estão diretamente associados por uma série de razões. E, no nosso projeto, a violência se coloca como um dos fatores principais a ser abordado porque é uma das principais características atribuídas às periferias. Por isso a gente vai tentar esmiuçar aqui, com base nas pesquisas feitas ao longo de dezoito meses, as razões que geram essa violência toda, danada…

Um dos autores que a gente cita, o estudioso Osório, fala de Sigmound Freud para explicar a violência. Segundo Freud, todo ser humano é agressivo, normal, ok. Agressividade, em grego, significa “movimento para frente”. Ou seja, a ação é a principal característica de um ser agressivo e pode estar a serviço de um movimento construtivo, de vida, da mesma forma que a serviço de um movimento destrutivo, de morte.

Já a violência é o grau extremo da conduta agressiva com finalidades destrutivas. Violência é uma doença, e como outras doenças da mente está ligada à personalidade prévia e ao ambiente onde tais indivíduos vivem. É no seio da família e a partir de certos atos de seus membros é que se formam as características de um indivíduo, mas não é nelas onde se criam todos os sujeitos violentos. Já o ambiente externo pode gerar a eclosão de atos violentos mesmo em indivíduos tidos como pacíficos – jogos de futebol, por exemplo.

No próximo post, vamos falar sobre quem são os “enfermos” dessa doença que, na sociedade urbana contemporânea brasileira, é conhecida como violência.

Olá pessoal,

estamos há um tempo sem atualizações e em breve traremos novidades sobre nosso primeiro documentário “Grajaú na construção da paz”

Em virtude dos últimos acontecimentos ocorridos no Grajaú, que chamaram a atenção da mídia, a gente tem acompanhado e divulgado informações pelo nosso twitter (http://twitter.com/perifasemove). Como moradores da região, sabemos o que é real e o que é estereótipo criado sobre o bairro bem como algumas de suas carências.

Sigam-nos e dêem sua opinião a respeito.

Abraços.

Esperando a decisão da banca

Na foto acima parecíamos tranquilos, mas apenas disfarçamos bem. Estávamos ansiosos para ouvir a decisão dos professores Vera Cristina e Dirceu Lemos.Depois de mais de um ano de muito trabalho e dedicação, a banca nos avaliou e ganhamos um 10.

Ficamos muito felizes com o resultado. Não só pela nota, mas por ver na plateia nossa família, nossos amigos e os personagens do documentário aprovando o nosso trabalho. O mais importante foi perceber que a nossa proposta pode dar certo. Melhor, que já esta dando certo.

Obrigado a todos que puderam comparecer na nossa banca de TCC e, aqueles que não puderam, não se preocupem, estamos providenciando novas oportunidades.

Periferia em Movimento continua…

Pela primeira vez o documentário Grajaú na Construção da Paz será exibido. Depois de mais de um ano desenvolvendo esse trabalho, a apresentação do nosso TCC e a exibição do vídeo será HOJE. Para nós, documentaristas, uma conquista. 

Muitas dificuldades foram superadas, muitos aprendizados. E agora, compartilharemos com todos os que puderem comparecer, O RESULTADO.

Mas não, não é o fim do Projeto. Acompanhe o nosso blog e saberá as novidades previstas para 2010. O Projeto Periferia em Movimento quer contribuir muito mais com a sociedade.  

“A principal finalidade do jornalismo é fornecer aos cidadãos as informações de que necessitam para serem livres e se autogovernar”
Bill Kovach & Tom Rosenstiel

Galera,

já temos data confirmada da primeira apresentação pública de “Grajaú na construção da paz”, o primeiro documentário do projeto Periferia em Movimento.

Será no dia 14 de dezembro, às 20h20, no auditório principal do Campus II da Unisa. Fica na rua Isabel Schmidt, 349, em Santo Amaro – perto do largo Treze, da avenida Adolfo Pinheiro, da antiga Galeria Borba Gato e da Sta Casa de Misericórida de Sto Amaro.

Quem se interessar, nos avise!

 

Com dois dias de atraso, mas aí vai:

FELIZ DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Porque não importa a cor da pele, mas sim a consciência que temos sobre nossa formação social.

Pessoal, tá chegando a hora de apresentarmos o primeiro documentário do projeto Periferia em Movimento: “Grajaú na construção da paz”, que retrata o Evento pela Paz, um movimento que surgiu no distrito paulistano há 10 anos como forma de protesto contra a violência e suas causas.

O filme tá pronto e, em breve, divulgaremos a data de exibição. A pergunta que tentamos responder é uma: esses movimentos que surgem nas periferias, idealizados por seus próprios moradores, têm algum efeito?

Sim, podem ter.

A pesquisadora Ermínia Maricato aponta: “A exclusão social não é passível de mensuração, mas pode ser caracterizada por indicadores como a informalidade, a irregularidade, a ilegalidade, a pobreza, a baixa escolaridade, o oficioso, a raça, o sexo, a origem e, principalmente, a ausência da cidadania”.

Por isso, a importância de movimentos sociais nesses ambientes, que podem amadurecer a consciência popular sobre sua própria realidade e estimular o debate e a busca por direitos.

Mais que isso, os movimentos sociais se tornaram forma de ‘democratizar a democracia’, uma vez que tendem a eliminar um autoritarismo de estado e mercado que subdividem a sociedade em classes e estimula a desigualdade social em todos os níveis.

Dessa forma, os movimentos sociais agem como um fomento para a cidadania. No Grajaú também? Bom, isso deve ficar mais claro quando vocês assistirem ao nosso documentário. Aguardem.

Jovens. Quando se fala em periferia, são esses os rostos que vêm à mente. Isso porque, na América Latina, pessoas com idade entre 15 e 25 anos são maioria. E na região, segundo  a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), é fator preocupante uma vez que o aumento da violência e da pobreza chegou a 35% dos lares no continente em 1998.

Daí surge o que se chama “vulnerabilidade social”. A vulnerabilidade social é um conjunto de fatores que traduz características, recursos e habilidades de um grupo social que se revela insuficiente, inadequado ou difícil de lidar com as oportunidades que lhes são oferecidas.

Um estudo da Unesco aponta que o Estado e o mercado não têm capacidade de superar esse cenário nem suas consequências, como a violência. Daí então, a importância de estimular a participação dos jovens e suas formas de se organizar e se expressar – como o rap, o grafite, entre outro.

No documentário “Grajaú na construção da paz”, vamos apresentar Adilson, um jovem de 26 anos que mora no distrito mais populoso de São Paulo há poucos metros da represa Billings. Adilson é exemplo de superação por meio da arte, uma vez que encontrou nos palcos um espaço pra expressar sua indignação.

Continue acompanhando nosso blog. Em breve, mais detalhes.

 

 

 

 

Brasil, periferia do mundo.

Como disse o antropólogo Alexandre Barbosa, entrevista por nós, o Brasil, descoberto em 1500 pelos portugueses, sempre ficou à margem do mundo “desenvolvido”.

À época, era visto como um país de índios, bananas e macacos, em que ninguém tinha educação, e sem prestígio algum. Depois, foi conquistando seu espaço e tentou criar uma identidade própria. Se conseguiu ou não, isso é assunto pra uma outra discussão.

O termo “periferia”, entretanto, sequer existia naquele tempo. Simone Pallone. que escreveu “Diferenciando subúrbio de periferia”, explica que o conceito ganhou forma na Guerra Fria.

Os países com maior poder financeiro e militar e eram considerados centro do mundo, enquanto as regiões onde se identificavam a escassez de riqueza, a falta de infraestrutura e o precário acesso à educação eram e são denominadas, até hoje, periferias.

Segundo Simone, isso ajudou a perpertuar as desigualdades sociais e econômicas entre os mundos “desenvolvido” e “subdensenvolvido”. No Brasil, porém, isso é típico do processo de metropolização dos anos 60 e 70.

Diz Simone: ” termo tem sido usado para designar loteamentos clandestinos, ou favelas localizadas em áreas mais centrais, onde vive uma população de baixa renda”.

TCC078

Durante a semana, mais posts sobre o conceito de periferia.

Enquanto isso, você pode saber mais lendo a obra e Ribeiro, “O Povo Brasileiro“, e pegar mais informações na série feita pela TV Cultura com base no livro.

Por quatro meses quase mil pessoas acompanharam o passo-a-passo do projeto “Periferia em Movimento” por meio desse blog. Dentro de um mês, mais ou menos, faremos a exibição pública do documentário “Grajaú na construção da paz” – e avisaremos por aqui, aguardem.

Mas não para aí. Esse é o primeiro de muitos que devem surgir e, por aqui, você vai acompanhar a preparação, fase de pesquisa e produção de cada um – além, é claro, de assuntos relacionados.

TCC077

Rua no Pq. Residencial Cocaia, extremo sul de São Paulo e destino de muitos migrantes

Por conta disso, resolvemos nos aprofundar um pouco mais no conceito de periferia – algo que já abordamos anteriormente e agora voltamos com ideias de outros estudiosos.

O mestre Darci Ribeiro, autor de “O Povo Brasileiro”, explica que a nossa “organização” social aconteceu meio que no braço, à força, não tão organizada assim. Pessoal praticamente expulso do campo – meus pais e avós, talvez os seus – em busca de emprego e vida melhor na cidade grande.

Em 1940, a população urbana era de 12,8 milhões. Em 1980, saltou para 80,5 milhões.

Quando o desemprego chegou e as fábricas fecharam, o resultado foi grandes áreas miseráveis, sem água, luz ou qualquer infraestrutura. E, em muitos desses locais, afastados do centrão, às vezes à beira de matas e áreas de mananciais (como o Grajaú, antigamente), as pessoas passaram a viver como na época da roça – com horta no quintal, criando galinhas e até vacas.

Durante a semana, mais posts sobre o conceito de periferia.

Enquanto isso, você pode saber mais lendo a obra e Ribeiro, “O Povo Brasileiro“, e pegar mais informações na série feita pela TV Cultura com base no livro.

Nesta quarta, 28, uma leitora fez uma correção sobre uma informação aqui postada.

A respeito da foto postada na página “Grajaú em dados”, que indica uma rua do bairro do Cantinho do Céu que teria sido pavimentada, a internauta Marta se indigna e diz:

“REFORMULANDO A FOTO ACIMA……

ESTA RUA AINDA NÃO ESTA PAVIMENTANTADA….. E SIM LAMA PURA…., OCASIONANDO SOFRIMENTO PARA TODOS MORADORES………

HOJE É 28/10/2009….. E AINDA ESTAMOS ASSIM….. NA LAMA….”

 

Pois bem, se a Marta ou qualquer outro visitante puder nos dar mais detalhes sobre isso, indicando qual rua é essa, se houve cobrança das autoridades e até mesmo contar uma pouco da rotina dos moradores do local, nós agradecemos. A intenção é fazer deste blog, entre tantas outras coisas, um espaço para discussão de problemas como esse.

abraços.

Galera,

um dos objetivos do nosso projeto “Periferia em Movimento”, além de mostrar a reação de quem vive à ‘margem’ do centro socioecoômico, é dar uma outra visão a esses locais diferente do que faz a grande imprensa: tiroteios, miséria, pobreza, ignorância…

Pois é, numa busca rápida sobre o Grajaú no Google News a gente escontra manchetes (estereotipadas) como as que seguem abaixo:

- Briga de vizinhos termina com um esfaqueado e outro preso em São Paulo (Último Segundo) – 28/10/2009

- Preso PM suspeito de matar motorista no trânsito de SP (Estadão) – 26/10/2009

- Deslizamento de terra mata uma pessoa (Cruzeiro do Sul) – 02/10/2009 – detalhe é que o jornal fica em Sorocaba

Alguém aí tem uma notícia diferente pra nos passar? Porque a imprensa tradicional, pelo menos no que parece, tem nada.

Pessoal,

ainda não está 100% certo de que será esta, mas apresentamos a vocês um protótipo do que pode ser a logomarca do nosso projeto “Periferia em Movimento”. A arte é do nosso parceiro Ivan, designer grajauense.

periferia em movimento O que acharam? Alguma mudança a sugerir? Palpitem!!!

Finalização de documentário, hora de escolher as melhores falas, as melhores imagens e, claro, as melhores músicas para compor a trilha sonora. Optamos, nesse caso, por artistas da região do Grajaú – alvo do primeiro documentário sobre movimentos sociais na periferia.

Já temos Daniel Pires com o rap “Pra colher sorriso”, a banda Náuticos, o pessoal do Projeto Síntese, a banda Maná da Aliança, o funkeiro MC Acerola e outro grupo de rap, o “Mentes Criativas”, que contribui com “O Homem Estragou Tudo”.

Enquanto o produto final não fica pronto, você pode conferir o trabalho de um desses grupos, o “Mentes Criativas”. Abaixo, o clipe feito por eles da música “Ao Ataque Favela”. Confira!

Heeei, povo!!

Muita correria por aqui, afinal estamos há um mês da entrega do esperado documentário – já com nome, “Grajaú na construção da paz”. Enquanto isso, a gente deixa umas dicas aí pra quem é interessado em cultura periférica.

Até o final desta semana, dia 25, rola a II Mostra Cultural da Cooperifa – cooperativa de cultura da periferia fundada pelo poeta marginal Sérgio Vaz. A Cooperifa é famosa pelos saraus no bar do Zé Batidão, no Piraporinha (Zona Sul de Sampa) e um dos símbolos dessa cultura ‘emergente’. Em resposta à Semana de Arte Moderna, há 80 anos, esse povo criou uma mostra cultural pra exibir o que acontece por essas bandas mais distantes do centro.

Mais informações sobre a Cooperifa você confere aqui e aqui.

aqui, a programação completa do evento. – que vai ter sarau, debate, shows, cinema na laje…

Adilson na pinguela sobre o esgoto, pronto para mais perguntas

Adilson na pinguela sobre o esgoto, pronto para mais perguntas

Super-produção: enfiamos o pé na lama pra pegar o melhor ângulo de Adilson, nosso personagem. A entrevista seria boa, com certeza

Super-produção: enfiamos o pé na lama pra pegar o melhor ângulo de Adilson, nosso personagem. A entrevista seria boa, com certeza

Que barriga é essa?

Que barriga é essa?

Que cabeça calva é essa?

Que cabeça calva é essa?

TCC034

Entrevista finalizada...

Entrevista finalizada...

... é hora de vazar

... é hora de vazar

A câmera segue ligada pra pegar mais cenas vividas todo dia por Adilson

A câmera segue ligada pra pegar mais cenas vividas todo dia por Adilson

Cenas como essa ladeira, que ele tem de enfrentar sempre que sai de casa

Cenas como essa ladeira, que ele tem de enfrentar sempre que sai de casa

Cara de feliz ao lado do chefão Cara de feliz ao lado do chefão
Se liga na vista no alto do jd. Gaivotas
Se liga na vista no alto do jd. Gaivotas

Tá. Hora de pegar o possant e ir assistir todas as 30 fitas gravadas  

 Tá. Hora de pegar o possant e ir assistir todas as 30 fitas gravadas

Como dito antes, fomos no sábado, dia 29/08, gravar imagens do projeto artístico Morro da Macumba. Esse é o antigo nome de uma região do Grajaú que engloba, entre outros bairros, o Cocaia. Foi lá, numa rua de terra próxima à avenida Rubens de Oliveira, que uns grafiteiros tiveram a brilhante ideia de usar as fachadas das casas como paineis para seus desenhos. O negócio convida à participação e, além de filmar, a gente foi lá interagir com os grafites. Se liga:
Vai uma mãozinha ae?

Vai uma mãozinha ae?

Sueli - quem mandou ser popular?

Sueli - quem mandou ser popular?

Aline não quer ouvir

Aline não quer ouvir

Thiago - lado a lado com o grafite

Thiago - lado a lado com o grafite

Parada rápida pr'um descanso

Parada rápida pr'um descanso

Falou, garota do mapa...

Falou, garota do mapa...

O que é grafite e o que é real nessa foto?

O que é grafite e o que é real nessa foto?

Mais uma seção com fotos do dia que passamos com Adilson, o jovem ator de teatro do jd. Gaivotas (Grajaú) também conhecido como The Boy Angel. Depois de trombar com ele na rua central do bairro, andar uns quilômetros, descer uma viela, passar em alguns becos, cruzar com uns trutas, chegamos na quebrada dele (e continuamos gravando)…
Nosso personagem, que é fã de mangás, também faz seu próprio figurino

Nosso personagem, que é fã de mangás, também faz seu próprio figurino

Adilson exibe o lugar onde guarda seus aparatos teatrais
Adilson exibe o lugar onde guarda seus aparatos teatrais
Adilson segue, entusiasmado, mostrando o que usa em suas apresentações

Adilson segue, entusiasmado, mostrando o que usa em suas apresentaçõesAdilson nos mostrou o que costuma usar em suas peças. São coisas que ganha, como agenda ou portarretrato, e roupas que ele mesmo customiza. Pega camisas velhas, enfia num balde com cândida e faz seus desenhos. Ele curte mangá, aqueles desenhos japoneses, e é fã dos "Cavaleiros do Zodíaco". Quintal

Nas apresentações para "senhorinhas", taí uma trilha sonora que agrada

Nas apresentações para "senhorinhas", taí uma trilha sonora que agrada

Falando em “Cavaleiros”, ele costuma pegar trilhas dos desenho japonês para tocar algumas apresentações – principalmente quando o assunto é triste ou pesado. Mas em certas peças, como clubes de senhorinhas, o que rola mais é Leandro e Leonardo.

TCC019

Pense numa paz entre os animais

Pense numa paz entre os animais

Sultão, só de boa, nem se incomodou com a Sueli...

Sultão, só de boa, nem se incomodou com a Sueli do lado. Pelo contrário, fez pose pra foto

TCC067
Taí o porquê do nome
Taí o porquê do nome

Antigo nome de alguns bairros da região do Cocaia, no distrito do Grajaú, o Morro da Macumba – pelo menos algumas de suas casas – virou alvo de grafiteiros bem dispostos. Os caras pegaram as fachadas de algumas casas e transformaram em verdadeiras obras de arte.

Lixeira vira encosto pra desenho, buraco vira boca, quadro de luz vira placa, muro vira… muro. E a gente, claro, deu um pulo lá pra pegar umas imagens.

Longas horas de viagem

Longas horas de viagem

Esqueceram de nós

Adilson, o The Boy Angel, nos encontrou no jd. Gaivotas, onde vive há 15 anos, e deu um rolê com a gente no bairro até chegarmos a sua casa.

Descidão pra chegar em casa

Descidão pra chegar em casa

Começo do trajeto

Começo do trajeto

A todo momento, tentamos registrar o máximo possível do cotidiano desse jovem ator que se inspira em tudo pra fazer suas peças – desde as viagens de ônibus a entrevistas de emprego, brigas na vizinhança, notícias que vê na TV e, principalmente, sua própria vida.

 

Apresentando a quebrada

Apresentando a quebrada

E dá-lhe caminhada...

E dá-lhe caminhada...

Além do Flavio Munhoz, no mesmo dia a gente acompanhou um pouco da rotina de Adilson, um ator que faz teatro alternativo no Grajaú – ou The Boy Angel, no seu nome artístico.

Adilson, de azul, e nosso cinegrafista Fabio conduzindo a miniDV

Adilson, de azul, e nosso cinegrafista Fabio conduzindo a miniDV

Adilson mostrou pra gente um pouco do bairro do Gaivotas, onde mora há 15 anos, e nos levou até sua casa há poucos metros da represa Billings.

Mais um sabadão de sol pra ajudar a gente nas nossas gravações. Neste sábado, 29/08, a gente se encontrou com o Flavio Munhoz, que coordena a ONG grajauense Comunidade Cidadã.

Flavio ao fundo e Aline sentadinha no chão 

Flavio ao fundo e Aline sentadinha no chão

 

Nos últimos preparativos para a entrevista

Nos últimos preparativos para a entrevista

A ideia de fazer a ONG surgiu há quatro anos por influência do Evento pela Paz no Grajaú, que nós abordamos no nosso projeto piloto. Flavio falou com a gente sobre o trabalho da Comunidade C idadã e também um projeto de lei que tramita na Câmara dos Vereadores de São Paulo para incluir na grade curricular das escolas públicas da cidade o ensino sobre a cultura de paz. Assim como a ONG, a proposta também é fruto do evento. 

Sabadão, dia 08 de agosto, céu azul sobre a cidade de São Paulo e um calor acima dos 30 graus. Dia perfeito para gravar uma entrevista num… local fechado?

Pois é, depois de horas no Grajaú, pegamos o carro e partimos pro centro de São Paulo. Mais de 30 km de distância. Fomos ao Instituto Pólis, uma ONG ligada à USP que fica perto da praça da República.

Chegamos meia-hora atrasados. Sentada na escadinha da recepção do antigo edifício, lá estava nossa entrevistada: Vilma Barban – uma senhora que aparenta um mal humor que na verdade é  uma forte personalidade, capaz de hipnotizar qualquer um em poucos minutos de conversa.

Vilma coordenou, em 2003, um levantamento sobre movimentos sociais no distrito do Grajaú. Na época, havia 68 movimentos do tipo que atendiam até 20 mil pessoas por mês. Convidamos a mulher pra trocar umas ideias sobre o assunto. E ela não deu mole.

“A proposta das ONGs e outros movimentos é desenvolver um trabalho exemplar e mostrar que dá certo. Só que isso tem de se tornar política pública para que todos tenham acesso”, disse ela, lembrando que o bom trabalho social é aquele que tenha desenvolver a capacidade de quem ele assiste e não apenas dar tudo pronto (assistencialista).

“Precisa conscientizar para que as pessoas lutem pelos direitos”, ressaltou.

Durante a conversa, Vilma falou sobre a articulação desses movimentos sociais, de redes existentes entre eles  – como a Rede Grajaú, onde ela participa de reuniões – da crença na força de vontade da juventude, que encontrou formas de exigir seus direitos diferentes da época dela, geralmente ligadas à cultura.

Depois de uma hora de conversa, uma fita, um cigarro, alguns copos d’água e um papo rápido sobre gripe suína, educação e sustentabilidade, fomos embora com a certeza de que a viagem valeu a pena.

Postagens Antigas »